domingo, 27 de janeiro de 2013

Acelere os resultados no seu plano para secar a barriga


Acelere os resultados no seu plano para secar a barriga

As calorias de sobra que foram consumidas durante anos não dão trégua: a gordura localizada no abdômen denuncia que faltou cuidado com a dieta e que os exercícios foram deixados de lado ou praticados com menos intensidade do que seu corpo merecia. "Na maioria das vezes, este acúmulo de gordura vem da ingestão de carboidratos simples, presentes em pães, massas, doces, refrigerantes, e bebidas alcoólicas", afirma a nutróloga Tamara Mazaracki, membro da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN). 

Além do incômodo estético, a barriga costuma ser um fator de risco para a saúde cardiovascular - reduzir medidas abdominais, portanto, não significa apenas caber num manequim menor. Colesterol, hipertensão e outros problemas de saúde também são benefícios que você passa a usufruir. Se esta meta está na sua lista, alguns alimentos podem ajudar: eles aceleram a queima de gordura e combatem o ganho de peso. Fique de olho nas opções que engordam seu prato, mas deixam sua cintura na medida.  

Sete alimentos para combater a gordura localizada


Peixes e frutos do mar

A inflamação é um dos principais responsáveis pelo ganho de peso. Peixes e frutos do mar, por serem ricos em ômega-3, um ácido graxo essencial, ajudam a desinflamar as células de gordura, atuando no controle do problema. Além disso, esses alimentos também aceleram a transformação da glicose em energia, impedindo que ela seja estocada sob a forma de gordura. A nutróloga Tamara orienta a inclusão desses alimentos no cardápio pelo menos três vezes por semana.  

Óleos funcionais

Não é a toa que os óleos funcionais são tão conhecidos quando o assunto é emagrecimento. "Os óleos funcionais atuam no metabolismo das gorduras, aumentando a quebra da dos ácidos graxos para produção de energia e, consequentemente, diminuindo as reservas de gordura", afirma a nutricionista Raquel Maranhão, da clínica BeSlim, no Rio de Janeiro. Entre os mais famosos, estão o óleo de cártamo e o óleo de coco, que agem também na aceleração do metabolismo. Mas também vale destacar o óleo das sementes de gergelim, que previne o armazenamento de gordura corporal através da inibição de fosfodiesterase, uma enzima responsável pelo acúmulo de gorduras no organismo.  

Alimentos probióticos

A nutróloga Tamara explica que existem várias hipóteses para explicar como os alimentos probióticos auxiliam o emagrecimento. "Alguns lactobacilos produzem um tipo de gordura, o CLA (ácido linoléico conjugado), que é capaz de reduzir o porcentual de gordura", explica a especialista. Além disso, esse tipo de alimento tem como função básica equilibrar a flora intestinal. Um estudo publicado em 2006 pela revista científica Nature mostrou que as bactérias presentes na flora intestinal de pessoas com obesidade é muito diferente da de pessoas com peso adequado. A descoberta sugere que a absorção inadequada de gorduras no intestino, que ocorre nas pessoas com flora comprometida, pode estar relacionada ao ganho de peso.  

Abacate

A bioquímica e os estudos científicos explicam: justamente pela sua alta concentração de gorduras benéficas, que promovem a saciedade por mais tempo, o abacate pode ajudar a reduzir o peso. Apesar da alta concentração de calorias, elas provêm da gordura monoinsaturada, que ajuda a reduzir o pico de insulina, hormônio que desencadeia o armazenamento das calorias extras sob a forma de gordura localizada. Além disso, o ômega-9 presente ativa outro hormônio, a adiponectina, que induz o corpo a produzir energia a partir dos depósitos de gordura, ou seja, derretendo o que sobra no abdômen. A nutricionista Renata Fidelis, do Spa Sorocaba, recomenda comer três colheres de sopa em dias alternados. "Cem gramas (cerca de três colheres de sopa) de abacate têm 182 calorias, então, quem quer emagrecer não deve abusar do alimento. Comê-lo três vezes por semana é o ideal."  

Frutas vermelhas

As frutinhas vermelho-arroxeadas (framboesa, amora, morango, cereja, jabuticaba, mirtilo, melancia e uva roxa) são poderosas aliadas no combate à gordura localizada. A nutricionista Renata explica que existem, nas cascas dessas frutas, substâncias fitoquímicas com ação antioxidante, como a antocianina, que mantém o sistema circulatório eficiente, melhorando a irrigação dos tecidos e ajudando na queima de gordura abdominal. A especialista recomenda o consumo de uma ou duas xícaras por dia, sem adição de açúcar.  

Chá verde

Além de atuarem no sistema nervoso central acelerando o metabolismo e aumentando a temperatura corporal, as xantinas (cafeína, teofilina e teobromina) presentes no café, chá verde e preto, mate e chocolate aumentam a mobilização de gorduras estocadas. Os polifenóis, também presentes no chá verde, eliminam radicais livres, o que diminui a oxidação de gorduras. A nutricionista Renata orienta tomar uma xícara de chá de 30 a 40 minutos após almoço e jantar, com cuidado especial para não consumi-lo antes de dormir (o que pode atrapalhar o sono) e se você for hipertenso, porque essas substâncias aumentam a pressão arterial.  

Azeite

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Salud Carlos III, da Espanha, em parceria com a Universidade de Cambridge, da Inglaterra, aponta que a ingestão diária de azeite evita a formação de gorduras na região da cintura. O estudo foi publicado na revista Diabetes Care e afirma que as gorduras monoinsaturadas presentes do azeite previne o acúmulo de gordura na região.

Renata Fidelis enfatiza que o azeite é um excelente alimento para prevenir doenças cardiovasculares, já que tem componentes anti-inflamatórios que atuam nos vasos, diminuindo a agregação de placas de gordura. Três colheres de sopa por dia do alimento cru (o cozimento transforma a gordura saudável em vilã) são suficientes para colher os benefícios.  





Subir e descer escadas trabalha as pernas e o glúteo, e equivale a 10 minutos de caminhada.

Subir e descer escadas trabalha as pernas e o glúteo, e equivale a 10 minutos de caminhada. Prática, entretanto, não é para todos

Ela é presença obrigatória tanto nos mais baixos edifícios quanto nos arranha-céus das grandes metrópoles. Aposentadas desde o advento dos elevadores, as escadas são sempre a última opção. Incorporar os degraus na rotina, entretanto, é um grande passo para deixar o sedentarismo e tornar-se ativamente saudável.

Em termos de gasto calórico, subir três lances de escada equivale a 10 minutos de caminhada moderada, revela Paula Motondon, professora da academia Competition, em São Paulo.

“Subir escada é um exercício mais intenso. A respiração fica ofegante, e tem um gasto calórico equivalente a dez minutos de caminhada”, explica a especialista.

Além de colocar o corpo em movimento e exorcizar a preguiça, o exercício fortalece as pernas e ajuda a deixar o bumbum durinho. O trabalho muscular é ainda mais interessante quando a subida é feita de dois em dois degraus.

“Pisar firme com o calcanhar, subindo de dois em dois degraus trabalha o bumbum de maneira similar ao exercício de agachamento, feito com a ajuda de aparelhos nas academias”, compara a professora.

Para potencializar os efeitos, o ideal é que a escada seja utilizada para subir e descer, como uma espécie de treino intercalado. “A subida exige fôlego e trabalha o condicionamento cardiovascular. Na descida recuperamos essa frequência cardíaca. Subir e descer é a combinação ideal, pois o corpo terá menos tempo pra recuperar, o que melhora os benefícios para o coração e eleva o gasto calórico”.

Infarto na escada

Fácil de ser associado à rotina, o treino na escada aumenta a atividade de quem já tem uma vida direcionada ao exercício físico. Para esse público, o investimento é bastante produtivo, endossa Marcelo Miranda, educador físico e professor da Universidade Católica Dom Bosco, no Mato Grosso do Sul.

"Em termos de gasto calórico, a escada equivale a caminhada. Mas não podemos limitar os benefícios da atividade a esse fator. É uma forma de amplificar o estímulo físico para quem já é ativo, mas pode expor a um risco desnecessário aos demais."

Na opinião de Miranda, pessoas obesas ou com sobrepeso não devem investir na modalidade caseira para exterminar as gorduras. Durante a subida, a atividade impõe um trabalho aeróbico considerável e força o coração. Sem indicação ou avaliação médica, não é improvável que obesos ou cardíacos tenham complicações durante o exercício.

“Para quem tem sobrepeso, a subida é relativamente tranquila, mas exige do coração. Na descida, o movimento desloca o centro de gravidade do corpo e pode sobrecarregar o tendão patelar, lesionar o joelho ou provocar desgaste da coluna. Toda e qualquer atividade antes de ser praticada precisa ter os fatores de risco bem dosados. Não é pra qualquer um.”

Salto alto e bolsa

A bolsa, dependendo do peso, pode inclinar o tronco e elevar o risco de lesão na coluna. Sapatos de salto não são os mais recomendados. Embora não ofereçam grandes perigos na subida, exigem mais equilíbrio do corpo e podem sobrecarregar os joelhos ao descer.

"Para que as escadas sejam uma forma eficaz de fortalecimento muscular, é preciso pisar com os pés inteiros, manter o abdome contraído e o tronco ereto, sem forçar a lombar. Ao descer, não jogue o corpo em cima das pernas", indica a professora da Competition.

De 30 em 30

Antes de deixar zona da preguiça é importante observar os fatores de risco individuais. A avaliação física e um check up geral são indispensáveis.

Além da analise clínica, é preciso que a atividade seja acumulativa. Some o exercício feito nas escadas à caminhada até o trabalho - seja ela realizada do estacionamento ao destino final, ou do ponto de ônibus, estação de metrô. “Não basta utilizar a escada apenas uma vez ao dia. Resultados positivos exigem mudança de hábitos”, ponderam os profissionais.

O mínimo sugerido por educadores físicos - e preconizado pelo Movimento Agita São Paulo (iniciativa pública para estimular a prática de atividade física no Estado) é dedicar 30 minutos do dia movimentando o corpo em prol da saúde.

Segundo a educadora, o recorte numérico é necessário para ter resposta, alterar a fisiologia, aumentar o esforço cardíaco e fazer o corpo caminhar contra o sedentarismo. Para perder peso, porém, o tempo deve ser dobrado: 60 minutos de exercícios, ao menos 3 vezes por semana.

fonte: saude.ig.com.br/bemestar